Fabiana Camarinha
A retomada do poder no Afeganistão, pelos extremistas do
Talibã, está chamando a atenção do mundo. Após 20 anos, os radicais que foram
expulsos com a entrada das tropas norte-americanas, em 2001, estão de volta
espalhando o terror, principalmente para as mulheres.
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Meu filho Gabriel está conhecendo a história de Malala |
Naquele país, as mulheres não têm direito à educação, não
podem andar sozinhas sem a companhia de um homem (marido, pai ou irmão) e devem
usar burka, uma vestimenta que cobre todo o corpo e o rosto.
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| Malala em foto de Drew Angerer (Getty Images) |
Quem não se lembra da garota paquistanesa, Malala Yousafzai?
Ela ficou mundialmente conhecida ao defender o direito das meninas estudarem e
acabou levando um tiro no rosto quando voltava da escola. Malala está com 24
anos, atualmente, e é uma das principais ativistas pelos direitos das meninas e
mulheres, tendo ganho o Prêmio Nobel da Paz.
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| Trajes exigidos pelo Talibã (Foto Reuters) |
Sua história foi registrada pela jornalista Adriana Carranca
que visitou o Vale do Swat, logo após o atentado, para contar em um livro a
luta desta garota pelo sonho de estudar. Trata-se de uma obra da literatura
infantil que meu filho, Gabriel, teve a oportunidade de ler e discutir no
colégio.
A volta do Talibã acende uma luz vermelha no mundo
civilizado. Temos que orar para que não haja um retrocesso nas conquistas das
mulheres e das meninas. E que elas tenham direito à educação para se tornarem o
que quiserem, sem a interferência do governo.
O caso do Afeganistão parece longe. Mas, aqui, também temos
que estar vigilantes para que as conquistas das mulheres não sejam apagadas com
o tempo.